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Imuno-histoquímica - Objetivo, Procedimento, Interpretação de Resultados, Valores Normais e mais

A imunohistoquímica (IHC) é uma técnica laboratorial poderosa usada para detectar antígenos específicos (proteínas) em células de uma seção de tecido. Ela combina os princípios da imunologia e microscopia para identificar e localizar proteínas específicas em amostras de tecido, tornando-a essencial em muitas áreas de pesquisa médica, diagnóstico e patologia. A técnica é amplamente usada no diagnóstico de câncer, bem como para identificar as origens teciduais de certas doenças, auxiliando na compreensão do comportamento do tumor e orientando decisões de tratamento.

O que é imunohistoquímica?

Imuno-histoquímica (IHC) é uma técnica laboratorial usada para detectar a presença de antígenos específicos em células de uma seção de tecido. Ela usa o princípio da interação antígeno-anticorpo para ligar anticorpos a antígenos, permitindo que o antígeno seja visualizado sob um microscópio.

O processo de IHC envolve o uso de anticorpos que são marcados com um marcador detectável, como uma enzima ou um corante fluorescente, para atingir e se ligar a antígenos específicos em uma amostra de tecido. Esses anticorpos são altamente específicos para o antígeno que eles são projetados para detectar, tornando o IHC um método incrivelmente preciso para identificar proteínas ou marcadores específicos em amostras de tecido.

Como funciona a imuno-histoquímica?

As etapas básicas envolvidas na imuno-histoquímica são as seguintes:

  1. Preparação da amostra de tecido: A amostra de tecido (tipicamente de uma biópsia) é coletada e fixada para preservar sua estrutura. A amostra é então cortada em seções finas e colocada em uma lâmina de vidro.
  2. Recuperação de antígeno: O tecido é frequentemente tratado com calor ou produtos químicos para expor as proteínas ou antígenos aos anticorpos, pois a fixação de formaldeído pode mascarar os locais dos antígenos.
  3. Aplicação de anticorpos: A seção de tecido é incubada com um anticorpo primário que se liga especificamente ao antígeno alvo.
  4. Ligação de anticorpo secundário: Um anticorpo secundário é então aplicado, o qual se liga ao anticorpo primário e é conjugado com um marcador (como uma enzima ou um corante fluorescente).
  5. Detecção: O tecido é tratado com um substrato que reage com a enzima ou marcador, produzindo uma mudança de cor ou fluorescência no local do antígeno. Isso permite que o antígeno seja visualizado sob um microscópio.
  6. Interpretação: Os patologistas analisam os resultados examinando os padrões de coloração. Se o antígeno alvo estiver presente, o tecido exibirá coloração específica, seja como uma mudança de cor ou fluorescência, indicando a localização e a abundância do antígeno.

Por que a imuno-histoquímica é realizada?

A imunohistoquímica é uma ferramenta versátil com várias aplicações, particularmente no campo da patologia e diagnósticos. Abaixo estão algumas das principais razões pelas quais a IHC é realizada:

  • Diagnóstico e classificação do câncer: O IHC desempenha um papel vital no diagnóstico e classificação de cânceres. As células tumorais frequentemente expressam marcadores específicos que podem ajudar a identificar o tipo de câncer e sua origem. Por exemplo, o câncer de mama pode ser classificado com base na expressão de marcadores como receptores de estrogênio (ER), receptores de progesterona (PR) e HER2. O IHC pode identificar esses marcadores, ajudando a determinar as opções de tratamento mais eficazes.
  • Identificando a origem do tumor: O IHC é usado para determinar a origem de um tumor quando a amostra de tecido não é facilmente identificável. Por exemplo, se um câncer for detectado em um linfonodo, o IHC pode ajudar a identificar se ele se originou da mama, cólon ou pulmão, detectando marcadores específicos do tecido.
  • Estadiamento do câncer e previsão do prognóstico: O IHC é usado para avaliar a extensão da invasão do câncer no tecido, ajudando a determinar o estágio e o prognóstico do câncer. Ele também pode ser usado para prever o quão agressivo o câncer pode ser com base na expressão de certas proteínas.
  • Doenças autoimunes e infecciosas: O IHC também é empregado para diagnosticar doenças autoimunes, como lúpus, ou para identificar infecções causadas por bactérias ou vírus. Certas células imunes ou patógenos podem ser identificados usando marcadores específicos em amostras de tecido.
  • Propósitos de pesquisa: Em pesquisa, o IHC é usado para estudar a expressão de proteínas em células e tecidos. Isso pode ajudar os pesquisadores a entender como as doenças se desenvolvem e como diferentes proteínas interagem em processos de doenças. É comumente usado no desenvolvimento de medicamentos e para avaliar a eficácia de intervenções terapêuticas.

Como se preparar para imuno-histoquímica

A imunohistoquímica em si não requer preparação específica do paciente, pois é um teste diagnóstico realizado em amostras de tecido. No entanto, as seguintes etapas podem estar envolvidas na preparação para um teste IHC:

  • Coleta de amostras de tecidos: Um teste IHC requer uma amostra de tecido, geralmente obtida por meio de biópsia ou cirurgia. Se uma biópsia for necessária, seu profissional de saúde explicará o procedimento, que pode envolver anestesia local, sedação ou anestesia geral, dependendo da localização e do tamanho da amostra de tecido.
  • Histórico do paciente: Fornecer ao seu provedor de saúde um histórico médico detalhado é importante para interpretar os resultados. Se você tem um histórico familiar de cânceres específicos ou doenças autoimunes, compartilhar essas informações ajuda os patologistas a selecionar os anticorpos certos para o teste.
  • Revisão dos sintomas: Antes de se submeter a qualquer biópsia ou procedimento cirúrgico que fornecerá a amostra para IHQ, seu médico pode solicitar uma revisão detalhada de seus sintomas para orientar a seleção de testes e marcadores específicos para análise.

Interpretação dos resultados dos testes

A interpretação dos resultados da imunohistoquímica depende do padrão e da intensidade da coloração, que é analisada por um patologista treinado. Os principais elementos a serem considerados são:

  • Intensidade da coloração:
    • Coloração Forte: Indica um alto nível do antígeno alvo no tecido.
    • Coloração moderada: Indica uma presença moderada do antígeno.
    • Manchas fracas ou inexistentes: Sugere que o antígeno não está presente ou está presente em níveis baixos.
  • Localização da coloração:
    • Coloração citoplasmática: Se a coloração for encontrada no citoplasma da célula, isso sugere que a proteína alvo está localizada lá.
    • Coloração Nuclear: Se a coloração estiver no núcleo, isso sugere que a proteína alvo desempenha um papel no núcleo da célula.
    • Coloração Membranosa: A coloração na membrana celular pode indicar atividade do receptor ou moléculas de adesão.
  • Padrão de coloração: O padrão de coloração, incluindo se é difuso ou focal, ajuda a avaliar a distribuição e a abundância do antígeno e é usado no diagnóstico de tipos específicos de câncer ou doenças.
  • Marcadores específicos: Diferentes doenças são associadas a marcadores específicos. Por exemplo, a positividade do HER2 é crucial para determinar opções de tratamento no câncer de mama, enquanto marcadores de CD ajudam a classificar diferentes tipos de linfoma.

Faixa normal para imunohistoquímica

Como a imuno-histoquímica é uma técnica usada para detectar antígenos específicos, não há uma “faixa normal” tradicional para resultados de testes. Em vez disso, os resultados são interpretados com base na presença do antígeno alvo na amostra e no padrão de expressão. Um resultado positivo para um marcador específico pode sugerir a presença de câncer ou doença, enquanto um resultado negativo pode indicar sua ausência. A interpretação depende do contexto clínico e dos marcadores específicos que estão sendo testados.

Usos da imuno-histoquímica

A imuno-histoquímica tem amplas aplicações em diagnósticos médicos, incluindo:

  • Diagnóstico e subtipagem do câncer: O IHC ajuda a identificar o tipo de câncer, determinar sua origem e classificar seu subtipo (por exemplo, câncer de mama, linfoma).
  • Identificação de marcadores tumorais: É usado para detectar a presença de proteínas como HER2 no câncer de mama ou CD20 em certos tipos de linfoma.
  • Diagnóstico de Doença Autoimune: A IHC pode ajudar a detectar a presença de células imunes específicas ou anticorpos que indicam doenças autoimunes, como lúpus ou artrite reumatoide.
  • Diagnóstico de Doenças Infecciosas: A IHC é usada para identificar infecções em tecidos, incluindo infecções bacterianas, virais ou parasitárias.
  • Pesquisa: É comumente usado em pesquisas para estudar a expressão de proteínas em tecidos e células para entender mecanismos de doenças, especialmente no desenvolvimento de medicamentos.
  • Estadiamento do câncer: A IHC pode ajudar a determinar o estágio do câncer, especialmente em casos em que determinar a extensão da disseminação da doença é fundamental.

10 perguntas frequentes sobre imuno-histoquímica

  1. O que é imunohistoquímica? Imuno-histoquímica é uma técnica laboratorial que usa anticorpos para detectar antígenos específicos em seções de tecido. É usada para diagnosticar doenças, particularmente cânceres, e identificar a presença de proteínas específicas em células.
  2. Como é realizada a imuno-histoquímica? Amostras de tecido são coletadas, tipicamente por meio de uma biópsia. A amostra é então tratada com anticorpos específicos para as proteínas que estão sendo testadas. Se o antígeno estiver presente, ele se liga ao anticorpo e produz um sinal visual, que é analisado em um microscópio.
  3. Quais condições a imuno-histoquímica pode diagnosticar? A imunohistoquímica é usada para diagnosticar cânceres (como mama, pulmão ou linfoma), doenças autoimunes e infecções. Ela ajuda a determinar a presença e o tipo de antígenos que podem indicar doenças.
  4. Qual é o papel da imuno-histoquímica no diagnóstico do câncer? O IHC ajuda a identificar marcadores tumorais como HER2, receptores de estrogênio e receptores de progesterona, que são cruciais para diagnosticar tipos de câncer, subtipagem e determinar tratamentos apropriados.
  5. A imuno-histoquímica é invasiva? A imunohistoquímica em si não é invasiva. No entanto, ela requer uma amostra de tecido obtida por meio de procedimentos como biópsia ou cirurgia, o que pode envolver algum desconforto dependendo do procedimento.
  6. Quanto tempo demora para obter os resultados da imuno-histoquímica? Os resultados do IHC geralmente demoram de alguns dias a uma semana, dependendo da complexidade do teste e da necessidade de análises adicionais.
  7. O que significa um resultado positivo de imuno-histoquímica? Um resultado positivo indica que o antígeno alvo foi encontrado na amostra de tecido. No diagnóstico de câncer, isso pode significar a presença de um marcador cancerígeno, enquanto em doenças autoimunes, pode sugerir a presença de células imunes específicas.
  8. O que significa um resultado negativo de imuno-histoquímica? Um resultado negativo significa que o antígeno não foi detectado na amostra de tecido. No diagnóstico de câncer, isso pode sugerir que um marcador específico, como HER2 no câncer de mama, está ausente.
  9. A imuno-histoquímica pode ser usada para estadiamento do câncer? Sim, a IHC ajuda no estadiamento do câncer ao identificar a extensão do crescimento do tumor, a disseminação e a expressão de marcadores específicos que influenciam o prognóstico e as decisões de tratamento.
  10. Em que a imuno-histoquímica é diferente de outros testes? Diferentemente dos testes genéticos ou diagnósticos moleculares, a imuno-histoquímica se concentra na expressão de proteínas em amostras de tecido, o que a torna particularmente útil para visualizar e diagnosticar condições no nível celular.

Conclusão

A imuno-histoquímica é uma ferramenta de diagnóstico essencial na medicina moderna, fornecendo insights valiosos sobre a presença e a natureza de doenças, particularmente cânceres e condições autoimunes. Ao detectar antígenos específicos, ela ajuda os patologistas a diagnosticar com precisão as condições, estadiar o câncer e até mesmo determinar o melhor curso de tratamento. Embora o procedimento não seja invasivo, a coleta de amostra de tecido pode exigir preparação cuidadosa e experiência médica.

Entender o processo de imunohistoquímica, seus usos e como interpretar os resultados pode orientar tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde na tomada de decisões informadas sobre diagnóstico e tratamento. Quer você esteja passando por um teste de IHC para diagnóstico de câncer ou como parte de um estudo de pesquisa, este método é uma pedra angular do diagnóstico médico e da pesquisa em andamento.

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